Notícia

Polícia

Começa o julgamento do Caso Bernardo

Postada 11/03/2019



Quase cinco anos após a morte do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, Três Passos vive a expectativa do julgamento. O julgamento começou hoje, no Tribunal do Júri de Três Passos. 
Os hotéis da cidade e de municípios próximos, como Tenente Portela, a 30 quilômetros de distância, estão com reservas lotadas. Em um deles, ficarão hospedados os sete jurados, que permanecerão isolados ao longo do julgamento. Ainda ficarão hospedados na região jornalistas e estudantes. A previsão é que o julgamento possa se estender até o fim da semana.
Em frente à casa da família Boldrini, na Rua Gaspar Silveira Martins, também na área central, foram fixados cartazes com mensagens de saudades e pedindo justiça pelo caso, em razão da aproximação do júri. 
A residência dos Boldrini inclusive se tornou um ponto de visitação em Três Passos, onde as pessoas param até mesmo para fotografias.

Ministério Público 
A expectativa do Ministério Público gaúcho é que os quatro réus pelo assassinato do menino Bernardo Uglione Boldrini, sejam condenados às penas máximas previstas para os crimes dos quais são acusados. A acusação ficará a cargo do promotor de Justiça Bruno Bonamente.
Ao conselho de sentença, serão demonstradas as provas do MP apresentadas à Justiça que sustentam que o pai de Bernardo, Leandro Boldrini, cometeu homicídio quadruplamente qualificado (motivo torpe, motivo fútil, emprego de veneno e dissimulação) contra vítima menor de quatorze anos descendente, ocultação de cadáver agravada por motivo torpe, para assegurar a impunidade do crime de homicídio e contra criança, bem como pelo crime de falsidade ideológica agravada por motivo torpe, para assegurar a impunidade do crime de homicídio e contra criança. Graciele Ugulini, madrasta do menino, também responderá pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver triplamente agravada. A amiga de Graciele, Edelvânia Wirganovicz responde por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de veneno e dissimulação) e ocultação de cadáver triplamente agravada, enquanto que o irmão de Edelvânia, Evandro Wirganovicz, é acusado de homicídio duplamente qualificado (emprego de veneno e dissimulação) e ocultação de cadáver triplamente agravada.
Para Bruno Bonamente, “a realização do julgamento será importante oportunidade para que a sociedade se posicione diante dos crimes friamente praticados pelos réus. As provas são mais que suficientes e não deixam margem a dúvidas. Com o fim do julgamento, espera-se a integral responsabilização de todos os envolvidos”.

Segurança
Na audiência realizada em maio de 2015, apareceu em frente ao Fórum de Três Passos um carro de som reproduzindo gritos de Bernardo Uglione Boldrini. No julgamento do caso, que inicia segunda-feira, esse tipo de manifestação não será permitida, segundo a Brigada Militar.
O comando do 7º Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo município da Região Noroeste, informou também que não será permitida a concentração de pessoas em frente e na lateral do Fórum. Segundo a nota emitida pela Brigada Militar, a medida pretende evitar "a perturbação dos trabalhos, conforme pedido do Poder Judiciário".

Testemunhas
Irão depor 18 testemunhas. O Ministério Público (MP) indicou cinco; a defesa de Boldrini, 10 (uma delas também arrolada pelo MP); os advogados de Evandro, retirou os oito; e a defesa de Graciele, quatro. Os advogados de Edelvânia não indicaram testemunha. Os nomes são mantidos em sigilo.

Transmissão 
O julgamento será transmitido ao vivo, pela internet, e terá cobertura em tempo real pelo Twitter do Tribunal de Justiça do RS. 

Julgamento
A juíza começará a sessão ouvindo as testemunhas. Não estão definidos os períodos diários do julgamento. A previsão de duração é de sete dias. Depois, serão interrogados os réus. A ordem das perguntas segue o mesmo esquema das testemunhas. Começam os debates entre a acusação e as defesas. Ao final, os jurados se reúnem na sala secreta e decidem se os réus são culpados ou inocentes. A juíza Sucilene divulgará a sentença. Em caso de condenação, aplicará as penas.


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