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Lasier e Heinze celebram derrota de Renan e vitória governista no Senado

Postada 06/02/2019



O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), 41 anos, se elegeu presidente do Senado no último sábado, ao obter 42 votos, um a mais que os 41 necessários para um candidato ganhar no primeiro turno. Dos 81 senadores, votaram 77.
Foi somente a segunda vez que o MDB perde uma eleição para a presidência do Senado desde o fim da ditadura. Renan Calheiros (MDB-AL) buscava se tornar presidente da Casa pela quinta vez. Mas abandonou a candidatura durante a eleição por entender o processo "deslegitimado".
Na noite de sexta-feira, uma verdadeira confusão foi armada por Renan, que não aceitava o fato de Alcolumbre, que presidiu a sessão de eleição, determinar votação aberta para escolher o novo presidente, o que prejudicava o senador alagoano.
Análise
Para os senadores gaúchos Lasier Martins (PR) e Luis Carlos Heinze (PP), a derrota de Renan e a vitória de Alcolumbre foram positivos para o Parlamento.
"Acho que, gradativamente, a mudança que o povo brasileiro exige está se consolidando. Não deixamos que a velha raposa (Renan Calheiros) e seus hábitos escusos prosseguissem. Ele ficou enlouquecido, achou que ia ganhar, e por isso mesmo ocorreu toda aquela luta pelo voto secreto", analisou Lasier, principal articulador da votação aberta para eleger o novo presidente.
A modalidade, aprovada em plenário durante a sessão de sexta, acabou sendo considerada anti-regimental pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e a escolha da Mesa Diretora no sábado ocorreu através de voto secreto. 
De qualquer forma, Lasier diz estar contente pelo resultado final da votação. "Se tem um mérito que aceito é o de ter alertado o Brasil sobre o artigo 60 do regimento interno (que estabelece o voto secreto na eleição do Senado). É um texto ultrapassado, que contraria a Constituição sobre a necessidade de dar publicidade aos atos públicos. Precisamos evoluir neste sentido", justifica o senador gaúcho.
Luis Carlos Heinze (PP) tem opinião semelhante sobre Renan Calheiros, indicando que a derrota do alagoano foi uma 'vitória' para o Congresso brasileiro. "Melhor saída sempre foi não ter o Renan no comando do Senado, nosso trabalho foi nesse sentido, até pela pressão forte que houve do povo brasileiro quanto a isso. Por essa vontade popular, conseguimos mudar o comando do Senado de mãos", avalia Heinze.
Tendo apoiado o senador Esperidião Amin (PP-SC) no primeiro turno, Heinze indicou que Alcolumbre era seu 'ficha dois' na eleição.
Costurado através do ministro-chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni, o apoio governista ao novo presidente foi crucial para a vitória, algo que, segundo Heinze, deve ajudar na pauta das reformas, já que o Senado é que detém o poder de manobrar a pauta do Congresso nacional.
"O governo vai ter um apoio importante para a agenda de reformas, não só com a eleição do Alcolumbre, mas de uma maneira geral, tanto no Senado como na Câmara. Há várias reformas importante, não é só a da Previdência. Por isso, a passagem desses processos pelo Congresso exige muita discussão, muita articulação, para que possamos aprovar as reformas que o Brasil precisa. De Norte a Sul, o empresariado, a população em geral, está acreditando muito fortemente nesse novo Brasil, e acho que temos que corresponder. Não é só o Executivo, do presidente Bolsonaro, que precisa dar respostas, nós, do Congresso, precisamos estar nesse barco".


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