Notícia

Educação

Cpers se posiciona contra extinção

Postada 11/01/2019



O Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers) se posicionou, nesta semana, contra a proposta que está sendo avaliada pelo governador Eduardo Leite, e que diz respeito à redução do número de Coordenadorias Regionais de Educação (CREs), de 30 para 12 – hoje, existem 29 Coordenadorias e a Divisão Porto Alegre (DPA).
Em seu portal, a Secretaria Estadual de Educação frisou que trata-se de um estudo, ainda preliminar, mas que há a necessidade de a estrutura das atuais Coordenadorias Regionais ser otimizada, para que gere melhores resultados, sem onerar os cofres públicos. A nota reforça que “os modernos meios digitais de comunicação fazem com que, na Seduc, seja possível uma estrutura mais leve e capaz de gerar melhores resultados em um tempo mais curso.”
Em contato com o Grupo JM, a diretora do 31º Núcleo do Cpers-Sindicato, Teresinha Mello, destacou que a ideia já era ventilada no governo passado, de José Ivo Sartori. Os professores da rede estadual não imaginavam, no entanto, que a proposta seria lançada tão rápido por esta gestão. “Esse governo está dando sequência ao governo passado. Não imaginávamos que a ideia seria retomada tão rápido, mas vamos tentar negociar. A diretoria geral pedirá, certamente, uma audiência”, destacou.
O Cpers-Sindicato argumenta que a medida tornaria ainda mais precário o atendimento realizado pelo Estado aos educadores, que dependem dos órgãos para encaminhar diversas demandas relativas à sua vida funcional, e dificultaria o acesso a direitos para uma categoria que já sofre com a desvalorização. “Mais uma vez, o governo usa a educação, a saúde e a segurança para fazer o enxugamento. Nós entendemos que essa ideia de cortar coordenadorias prejudica muito os colegas, que já recebem pouco e que terão gastos ainda maiores com deslocamentos a outros municípios. Para nós, as CREs são importantes tanto para o suporte dos trabalhadores em educação quanto para atendimento de questões pedagógicas”, lembra.
Teresinha destaca que a perda será sentida por toda a comunidade escolar, porque os alunos, quando precisam de qualquer documento não encontrado na escola, recorrem à Coordenadoria Regional. 
De acordo com Teresinha, a direção central do Cpers esteve reunida ontem para tratar do tema e deverá, agora, pedir uma audiência com o governo.


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