Notícia

Política

Bancada do Novo vai propor extinção do fundo partidário

Postada 09/01/2019



Com uma proposta diferenciada das demais siglas em diversos aspectos, o partido Novo conquistou espaço considerável nas Eleições de 2018, formando uma bancada de oito deputados federais.
O mais destacado deles é do Rio Grande do Sul: Marcel van Hattem, líder do partido na Câmara, e eleito com quase 350 mil votos.
Em conversa com o Grupo JM, ontem, o parlamentar revelou que a primeira proposta do partido a ser protocolada será pelo fim do Fundo Partidário, uma das principais bandeiras do Novo.
"Nós não acreditamos que o Fundo Partidário seja justificável sob qualquer ponto de vista, seja pelo lado econômico – afinal, temos um pais tão deficiente de serviços públicos, inclusive os mais básicos, e que precisa financiar com mais de 2 bilhões de reais campanhas políticas -, ou seja pelo ponto de vista moral, – o cidadão não pode ser obrigado a financiar com o seu dinheiro ideologias com as quais ele não concorda", disse Marcel.
O deputado cita o exemplo de sua própria campanha como modelo para o sistema político para o País. De acordo com van Hattem, mais de mil pessoas se voluntariaram a contribuir financeiramente com sua candidatura.
"Outra coisa bastante óbvia, mas que precisa ser reiterada, é que o dinheiro usado nas campanhas eleitorais falta na saúde, na educação, na segurança pública", lamentou.
Além das pautas próprias do Novo, há outras medidas que a sigla pretende apoiar por entender como essenciais ao País. "Não podemos ter a pretensão de impor a nossa pauta. Por exemplo, a reforma da Previdência vai necessitar de muito apoio no Congresso, e nós estaremos  acompanhando esta questão de perto".
Privatizações
Com uma orientação essencialmente liberal em termos de economia de mercado, o partido Novo é radicalmente favorável às privatizações. Segundo van Hattem, empresas ligadas ao governo são, geralmente, deficitárias e corruptas.
"As estatais desvirtuam a economia, pois os preços são definidos por políticos e burocratas em geral, além de favorecerem monopólios que concorrem em clara desigualdade com o setor privado. Uma empresa privada, por exemplo, pode até quebrar, mas as dívidas são cobertas por nós, que pagamos impostos", afirma o parlamentar, citando o caso da CEEE, companhia de energia do Estado que perdeu concessões de distribuição de energia em praticamente todo o Rio Grande do Sul.
"A CEEE está quebrada há muito tempo - e atende só uma parcela da população gaúcha porque o restante das regiões é atendida por empresas privadas. Mesmo assim, quando a CEEE apresenta déficit, a conta é dividida entre todos. Isso tem que acabar, todas as empresas públicas têm que ser privatizadas, e é essa mensagem que passamos ao governo", afirma o deputado.


Edição Impressa


Ver Todas as Edições
Trabalhe no Grupo JM Espaço do Leitor - Assine - Anuncie -
Albino Brendler, 122, Centro, Ijuí-RS
(55) 3331-0300
[email protected] Desenvolvido por