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Saúde

Vacinação levará à erradicação da pólio

Postada 08/01/2019



O mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), está prestes a erradicar a poliomielite. Há 30 anos, o vírus da pólio paralisava cerca de 350 mil crianças em mais de 125 países por ano. Em 2018, conforme dados divulgados pela OMS, foram apenas 30 casos notificados, e em apenas dois países: Afeganistão e Paquistão.
Por meio de comunicado, a OMS e seus parceiros da iniciativa Global para Erradicação da Pólio se comprometeram a apoiar integralmente os governos dos dois países para combater a doença em seus últimos redutos. A nota diz, ainda, que a erradicação exige altas coberturas vacinais em todo o planeta para que seja possível bloquear a transmissão do vírus altamente contagioso.
Em contato com a redação, a coordenadora do Programa Municipal de Imunização, Salester Ruver, falou sobre a importância da vacinação, especialmente quando os pais levam seus filhos para receber as doses no período correto. “Os recém-nascidos, especialmente prematuros, têm um risco maior de contrair doenças, porque suas defesas ainda estão em desenvolvimento. E as crianças também são assim. Tanto que o Calendário Nacional de Vacinação se estende até os quatro anos, retornando, depois, a partir dos 11 anos de idade”, explicou Salester, lembrando que a vacina interrompe a transmissão da doença, oferecendo uma maior resistência ao organismo, que consegue se defender, caso a doença volte a circular. 
Fake news, ou notícias falsas, ajudaram a disseminar o boato de que vacinas fazem mal à população. Tanto que vem crescendo em todo mundo, e inclusive no Brasil, um movimento de famílias que deliberadamente escolhem não vacinar seus filhos. “Em Ijuí, temos alguns casos conhecidos de crianças que não são vacinadas devido ao fato de os pais serem contra. Mas, apesar disso, estamos conseguindo atingir as coberturas vacinais. É indiscutível a importância e a necessidade de vacinarmos, e percebemos isso quando as doenças deixam de aparecer”, explicou a coordenadora.
Embora existam famílias aderindo ao movimento antivacinas, a aceitação, na cidade, ainda segue boa. Tanto que, no último ano, a equipe conseguiu atingir uma cobertura vacinal de 100% para pólio e para o sarampo. “Temos um trabalho de orientação, com a ajuda dos agentes comunitários, da Secretaria Municipal de Educação, em que levamos informações acerca da importância da vacinação. Hoje, nossa maior dificuldade está em garantir a vacinação de jovens, contra o HPV. E, neste caso, não se trata de família contrária à vacinação.  Nós fomos às escolas, aplicar a primeira dose da vacina, e orientamos que os jovens deveriam ir até os postos de saúde para receber a segunda dose. E a dificuldade está neste retorno, porque eles esquecem. E esquecem porque as doenças não estão aparecendo, exatamente porque a vacina existe”, destaca.


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