Notícia

Saúde

Bom Pastor ampliará serviços após transferência

Postada 26/12/2018



Na avaliação do presidente do Hospital Bom Pastor, Martinho Kelm, o ano de 2018 foi atípico, cercado de incertezas em âmbito nacional. Em entrevista ao Grupo JM, o presidente destacou que percebeu dificuldades, por parte dos governos federal, estadual e até municipal, no sentido de promoverem mudanças estruturais. 
“Apesar disso, se pegarmos a economia regional e até nacional, ainda tivemos um movimento econômico razoável, muito puxado pelo agronegócio.  Agora, começa a se vislumbrar um quadro, a partir da área industrial, com retomada da política de investimentos”, avalia.
Esse quadro, observa, acaba refletindo em instituições como o Hospital Bom Pastor.
Na medida em que o Estado tem uma dificuldade de equilibrar suas contas, com uma pressão legal para repassar os valores devidos, o hospital tem dificuldades de aumentar sua capacidade de atuação, o que acaba refletindo na contratualização  junto ao Sistema Único de Saúde (SUS).
“Já que o orçamento é único, mesmo que possamos agregar novos serviços, o Estado tem dificuldade de viabilizar os repasses. Agora, no fim do ano, se acentua bastante o atraso à área da saúde. E durante o ano também tivemos uma série de dificuldades no recebimento de verbas de investimentos, sejam oriundas de emendas parlamentares ou repasses diretos. O que fez com que a nossa meta, que era transferir a estrutura para o novo Bom Pastor em 2018, tivesse que ser adiada para o próximo ano.
Mas estamos trabalhando para que isso ocorra no segundo semestre de 2019”, explica.
Neste contexto, segundo o presidente, não é possível deixar de lado a ‘longa novela’ que cerca a implantação do curso de Medicina na cidade.
“A implantação vai refletir nas estruturas de saúde do município, seja nas unidades de saúde, Hospital de Caridade de Ijuí, Hospital Bom Pastor e até mesmo o Hospital de Panambi. O Bom Pastor tem se preparado para conseguir dar a sua contribuição à implantação do curso. A avaliação in loco foi muito positiva à instituição, e a nossa ideia é que possamos contribuir. Temos o HCI como uma área de alta complexidade, e o Bom Pastor com inúmeras possibilidades de contribuição. O objetivo não é só contribuir com o curso, mas, a partir dele, proporcionar uma melhoria nos serviços de saúde da cidade.”
De acordo com Martinho, o Hospital Bom Pastor deverá fechar o ano com superávit, embora ainda não saiba precisar os valores. Houve avanços no processo de implantação do novo hospital, embora a transferência tivesse que ser adiada.
Atualmente, a instituição conta com 42 leitos, e dá ênfase, em seu atendimento, à saúde mental e à dependência química. O novo Bom Pastor contará com 116 leitos, quatro salas cirúrgicas, com a mais atual tecnologia; sala de recuperação e unidade de tratamento intensivo.
“Ou seja, vários outros serviços de complexidade mais avançada, que hoje não conseguimos ter na atual estrutura. A partir disso, e já estamos trabalhando, é para além da dependência química e saúde mental, trabalhar na área de oftalmologia, traumatologia e atenção ao idoso. Esta última área é uma preocupação permanente, que também está na origem do hospital. Hoje, percebemos uma região, a partir de vários fatores, crescendo em termos de envelhecimento, com qualidade de vida, mas estamos frágeis no sentido de gerar serviços de apoio à terceira idade. Essa é uma das áreas que devemos dar prioridade.”


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