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Educação

Ano foi de polêmicas, diz presidente do Sinepe

Postada 18/12/2018



Na avaliação do presidente do Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe/RS), Bruno Eizerik, o ano de 2018 foi marcado por polêmicas na área educacional. Ele cita como exemplo as discussões acerca da Escola sem Partido, projeto de lei que acabou sendo arquivado, neste ano, pela comissão especial da Câmara dos Deputados. A proposta só deve retornar à pauta no próximo ano. “Nestas discussões, acaba-se envolvendo a má política com a escola. E não que a política não tenha que estar na escola. Pelo contrário, é muito importante que os alunos discutam política, possam entendê-la, mas não a política partidária”, destacou o presidente ao Grupo JM.
Outro fato marcante, na avaliação de Eizerik, foi a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Médio, que define o conteúdo mínimo para estudantes de escolas públicas e privadas do Brasil. O documento foi aprovado pelo Conselho Nacional de Educação no início do mês. “Teremos, quem sabe, em 2021, 2022, o começo de um novo Ensino Médio. Quem sabe com resultados diferentes, com a oferta de uma escola mais adaptada aos tempos atuais”, reforçou.
Quanto ao Ensino Superior, 2018 foi marcado pelo fim do Financiamento Estudantil (Fies), na avaliação de Eizerik, em razão das várias modificações que o governo federal fez e que levaram as instituições de ensino superior a não aderir ao novo modelo. “Neste ano, também tivemos um crescimento no número de alunos no Ensino a Distância. Talvez em razão da crise econômica que estamos vivenciando. Mas hoje temos mais condições de oferecer um ensino a distância com mais qualidade”, lembra. 
Para quem atua na área de educação, o ano de 2019 será de atenção e apreensão. E isso acontece, segundo o presidente, sempre que um novo governo assume. “Não sabemos se tudo aquilo que foi realizado pelo governo anterior será deixado de lado. Temos uma Base Nacional construída, que poderá ser aposentada. Temos uma proposta de Ensino Médio e não sabemos qual a posição do novo governo com relação a ele. Será que vamos ter a volta do FIES ou não? E será que vamos ter investimentos na Educação Infantil?”, questiona Eizerik, lembrando que a cadeia de educação tende a não funcionar se Educação Infantil e Ensino Fundamental são fracos. 


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