Notícia

Economia

Varejo projeta crescimento de vendas

Postada 17/12/2018



O final de 2018 chega como um alento para os empresários do comércio: a expectativa de aumento tanto nas vendas de fim de ano quanto no panorama geral do ano é positiva.
De acordo com o Sindicato Lojista de Ijuí, as primeiras duas semanas de dezembro já demonstram crescimento das vendas em comparação com o mesmo período de 2017.
"A condição de mercado é relativa, varia muito em cada setor. Mas o cenário que vemos é de um acréscimo, o mês de dezembro já está melhor que o ano passado. Projetamos um aumento entre 5% e 10%, o que é um bom índice se observarmos o ano de recuperação de economia. Melhor que isso, a expectativa é grande do mundo empresarial", avalia vice-presidente administrativo do Sindilojas, Cândido Rodrigues.
Para o acumulado dos 12 meses do ano, a projeção é de fechamento com acréscimo médio também na casa dos 10%, com alguns setores mais prósperos registrando aumento de vendas na casa dos 15% em Ijuí.
Como ocorre todos os anos, o Sindicato Lojista lançou sua campanha de Natal para estimular as vendas do varejo em Ijuí. A campanha 'Natal Feliz é Aqui' conta com diversas peças gráficas em lojas de toda a cidade e, em conjunto com as programações natalinas na Praça da República, tem como objetivo criar um clima natalino para estímulo ao consumo.
"O comércio de Ijuí é muito bem servido em todos os segmentos, isso também é um diferencial. São produtos variados, com diversas faixas de preços, o que facilita para o consumidor local e regional", afirma o vice-presidente do Sindilojas.
Projeção estadual
Outro indicador, divulgado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), também aponta para um cenário positivo no setor varejista do Estado. A estimativa é de crescimento de 6,3% no volume de vendas do varejo, puxado pelos segmentos de bens duráveis, como veículos (revertendo um cenário de muitos carros estocados nos dois anos anteriores), equipamentos eletroeletrônicos (principalmente produtos de informática) e vestuário. "Este desempenho está relacionado com a estabilização da Selic em 6,5%", avalia o presidente da entidade, Vitor Koch. 
O dirigente pondera que, "embora a recessão tenha acabado, 2018 foi pobre em economia, pautado pelo pessimismo de um governo sem credibilidade". Dentre os acontecimentos "históricos" do período, ele cita a greve dos caminhoneiros como um dos eventos que mais prejudicaram o setor. Também o endividamento e a inadimplência, que cresceram em todo o País, e as incertezas eleitorais interferiram na postura dos consumidores, que se mantiveram retraídos na maior parte do tempo, destaca o dirigente. 
"Tanto a confiança dos consumidores como a de investidores foi minada pela insegurança do cenário político", ressaltou Koch, destacando que "nunca as decisões políticas influenciaram tanto na vida privada como em 2018". 
De acordo com o quadro de economistas da FCDL-RS, por conta deste cenário o consumo na maioria dos segmentos ainda não voltou aos mesmos patamares de 2014, mas há esperança de que este padrão seja alcançado em 2019. "Só a partir daí poderemos começar a falar em crescimento real do varejo", destaca o presidente da entidade.


Edição Impressa


Ver Todas as Edições
Trabalhe no Grupo JM Espaço do Leitor - Assine - Anuncie -
Albino Brendler, 122, Centro, Ijuí-RS
(55) 3331-0300
[email protected] Desenvolvido por