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Voluntários compartilham experiências

Postada 10/12/2018



O Grupo JM recebeu na tarde de sexta-feira, o gestor da Unopar/Fagep, Person Fantinelli, a responsável pelo Grupo de Escoteiros Farrapos Carijós, Quélen Tabile, e a assistente social do Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), Evanir Kronbauer Fischer, para uma conversa sobre voluntariado. Eles participaram do programa Rádio Atividade, transmitido de segunda a sexta-feira, das 14h30 às 17h.
Em 5 de dezembro, foi celebrado o Dia Internacional do Voluntariado. Para marcar a data, o Cacon realizou uma ação junto aos voluntários, com a entrega de um certificado. Além de promover um momento reflexivo com canto e lanche, os voluntários receberam um mimo do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI).
Mais de 300 pessoas são atendidas diariamente no Cacon. Destas, mais de 100 fazem procedimentos de quimioterapia ou radioterapia. "Sempre temos biscoitos, sanduíche, barra de cereal, frutas, para estes pacientes. No Dia do Voluntariado fizemos uma estimativa do que recebemos dos voluntários, em um semestre.  Em torno de 1,7 mil sanduíches, 1,7 mil barras de cereal, para que eles tivessem noção do quanto são importantes para nós, porque conseguimos amenizar um pouco o sofrimento destas pessoas dando um pouco de amor, carinho", explica Evanir.
Uma das insituições que cotribuem com o Cacon, é a Unopar/Fagep. Person destaca que, para além da oferta de cursos de graduação, a Fagep tem como um de seus propósitos realizar ações de voluntariado junto à comunidade na qual está inserida.
Dentro desta perspectiva, no mês de outubro, foi realizado um Dia de Beleza com mulheres pacientes do Cacon, relativo à Campanha Outubro Rosa. "Queremos fazer mais atividades, dar um pouco de retorno à comunidade, diante de toda essa confiança que recebemos ao longo dos 15 anos, que estamos atuando em Ijuí. É tão pequeno, às vezes, o que a gente faz, mas tem uma diferença tão grande na vida das pessoas, e isso nos estimula a pensar outras ações", afirma Person.
Outra entidade homenageada pelo Cacon, e que recebeu certificado de parceira da instituição, o Grupo de Escoteiros Farrapos Carijós realizou um dia de princesa na instituição.
"Era um sonho meu ajudar o Cacon. Quando montei o grupo, pensei nessa instituição como a primeira a ser visitada. Conheço pessoas lá, tive meu avô e minha sogra em tratamento. O escoteiro se despede de qualquer vaidade. Não fazemos ações visando mídia, mas porque é nossa obrigação cuidar do nosso próximo, da nossa comunidade. Sempre digo às minhas crianças que ninguém tem tão pouco que não possa dividir", comenta Quélen.
Ela destaca que a doação não precisa ser necessariamente de dinheiro, alimentos, roupas, mas pode ser do tempo. "Não tem dinheiro para comprar uma cesta para doar, por exemplo, mas tem tempo para doar um abraço, ou para mover uma ação em prol."
Evanir reforça que o trabalho realizado pelo Cacon necessita diariamente da participação de voluntários, desde a doação de alimentos, que são distribuídos aos pacientes, até ações motivacionais ou produtos de beleza. "Porque 90% é o paciente estar bem, 10% é a medicação. Claro, precisamos da medicação, mas a pessoa tem que se sentir bem, e ser vista como uma pessoa, e não como mais uma. Para nós, tudo que recebemos é bem-vindo."
Sobre o desejo de ajudar o próximo, Person conta que vem de sua experiência. "Eu já fui muito ajudado, e daí vem o desejo de sempre dar um retorno. Nasci em uma família muito humilde, do Thomé de Souza, já fui uma criança carente, então preciso dar um retorno. Fico muito feliz, porque meu objetivo não é o retorno financeiro, mas espiritual, em forma de carinho, abraço, um olhar."
Da mesma forma, Quélen conta emocionada que o voluntariado sempre fez parte de sua vida. "Também fui uma criança que dependia de doações, morava nos fundos do Alvorada, perdi muitos amigos para as drogas e para a prostituição. Usei muitas roupas de outras pessoas. Dependia de bastante doações, minha mãe trabalhava em três turnos, em três trabalhos diferentes, eram cinco filhos, então era muito difícil. Então, estou sempre de algum forma querendo ajudar, e quando conheci o escotismo, vi que poderia ajudar as crianças, e não apenas as carentes, mas todas." 





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