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Economia

Pagamento do 13º salário injeta R$ 30 milhões na economia local

Postada 03/12/2018



O prazo para o pagamento da 1ª parcela do 13º salário terminou ontem, com mais de 22 mil trabalhadores dos diversos segmentos da economia de Ijuí tendo direito ao benefício.
Estudo elaborado pelo professor de Economia da Unijuí, Dilson Trennepohl, indica que, no total, mais de R$ 30 milhões serão injetados na economia local por meio do 13º salário, contabilizada a quitação do benefício, cujo prazo é o final de dezembro.
"No conjunto, penso que é um valor razoável, pois até podemos ter volume maior nesta questão do 13º. Isso porque em Ijuí a média salarial é um pouco superior à média do País, pois temos aqui muitos empregos na área de serviços de complexidade alta, principalmente em saúde educação, onde temos médicos e professores do Ensino Superior com faixas salariais bastante elevadas", avalia o especialista, que afirma que o total de recursos pode atingir até R$ 40 milhões.
Apesar de uma inflação oficial significativa acumulada nos últimos três anos, a renda média dos trabalhadores assalariados caiu em todas as esferas, no município, no Estado e no País. O fenômeno provocou um aumento das dívidas dos consumidores brasileiros e, atualmente, mais de 60 milhões de pessoas se encontraram negativadas para novas compras.
"Pessoas que têm dívidas, principalmente aquelas com altas taxas de juros, ganham a oportunidade de quitar ou reposicionar estas pendências financeiras. A posse de um valor monetário líquido em mãos é algo que facilita essa negociação, e essa é, inclusive, uma recomendação. Algumas dívidas, principalmente no mercado financeiro, possuem juros de até 10% ao mês, ou seja, em seis meses o valor original do débito dobra", alerta o professor de Economia.
Benefício no País
Em todo o Brasil, os cerca de 85 milhões de brasileiros que receberam o benefício até somaram, juntos, uma injeção de R$ 211 bilhões na economia. O volume é inferior ao do ano passado e não deve salvar os varejistas de um Natal "morno", como é a expectativa do setor. 
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística Estudos Socioeconômicos, os recursos da primeira parcela do 13.º ficarão 1,3% abaixo do que foi pago no ano passado, já descontada a inflação. E apesar da recente retomada da confiança de empresários e consumidores revelada por vários índices, a expectativa do varejo é de um ritmo de crescimento de vendas neste Natal inferior ao do ano passado.


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