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Economia

PIB avança mas segue no patamar de 2012

Postada 03/12/2018



O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,8% no 3º trimestre de 2018, na comparação com os três meses anteriores, divulgou nesta sexta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao 3º trimestre de 2017, a alta foi de 1,3%. Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 1,716 trilhão no trimestre.
Trata-se do melhor resultado trimestral no ano até o momento. Embora a economia tenha mostrado uma aceleração entre os meses de julho e setembro, a melhora se deve principalmente à fraca base de comparação com o trimestre anterior – cujo resultado foi fortemente afetado pela greve dos caminhoneiros no final de maio.
"Este PIB está no mesmo patamar do primeiro semestre de 2012, então estamos com seis anos de atraso. Isso dá uma dimensão do que se perdeu na economia nacional, em função da crise na qual ainda estamos envolvidos", avalia o professor de Economia da Unijuí, Argemiro Brum.
Em linhas gerais, a conta se refere à retração acumulada do PIB no biênio 2015-2016, quando a economia brasileira apresentou retração superior a 7%.
"Para dar conta de uma recuperação mais veloz, e sobretudo superar a crise que vivemos, precisaríamos crescer ao redor de 4,5% ao ano. Só que o País está muito longe disso e, apesar de o PIB parar de cair, a economia segue rastejando no fundo do poço", afirma.
O destaque positivo, segundo o especialista, é o avanço dos investimentos, que subiram 6,6%. A indústria, que subiu 0,4%, teve a primeira alta do ano. 
"Pode ser um indicativo de que a indústria comece uma recuperação mais significativa. Quanto aos investimentos, o crescimento verificado é muito alto, mesmo que tenha havido aí um artifício contábil. Com a mudança de tributação do regime de óleo e gás, o Repetro, impulsionou a contabilização da exportação de plataformas de petróleo como estoque de capital, ou seja, consideram-se essas plataformas como investimentos adicionais. Sem esse elemento, os investimentos ficaram próximos de zero", explica.
No acumulado em 12 meses, o PIB cresceu 1,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Já no acumulado em 2018, o PIB cresceu 1,1%, em relação a igual período de 2017, mesmo ritmo registrado no 2º trimestre, o que mostra que o ritmo de recuperação segue lento, sem ganho de tração.
Para 2018, a média do mercado prevê que a economia brasileira irá crescer 1,39% no consolidado no ano, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, em linha com o esperado pelo governo (1,4%). Para o ano que vem, a expectativa para a expansão do PIB segue inalterada em 2,5%.
Principais destaques do PIB do 3º trimestre:
Serviços: 0,5% - melhor resultado desde o 2º tri de 2017, puxado pelo setor de transportes
Indústria: 0,4% - primeiro resultado positivo do ano
Agropecuária: 0,7%
Consumo das famílias: 0,6% - melhor resultado desde o 3º tri de 2017
Consumo do governo: 0,3% - 1ª alta após duas quedas seguidas
Investimentos: 6,6% - melhor resultado desde 2009
Construção civil: 0,7% 
Exportação: 6,7% - melhor resultado desde o 1º tri de 2010
Importação: 10,2%


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