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Educação

EaD pode ser positivo ao Ensino Médio

Postada 22/11/2018



Na última terça-feira, o Ministério da Educação homologou as novas diretrizes do Ensino Médio, que permitem que se faça até 30% dessa etapa na modalidade de Ensino a Distância (EaD).
Conforme o texto aprovado no início de novembro, em cursos diurnos de Ensino Médio, o aluno poderá fazer até 20% das horas obrigatórias a distância. No noturno, até 30% e, na modalidade de Educação para Jovens e Adultos (EJA), focada naqueles que não se formaram, o percentual pode chegar a 80%.
Mas, como lembra o presidente do Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe/RS), Bruno Eizerik, a aplicação da modalidade é opcional e dependerá da aprovação do Conselho Estadual de Educação de cada Estado. “O Conselho Nacional de Educação trabalhou as diretrizes que permitem essa possibilidade. Agora, vamos ver como cada Estado vai trabalhar essa questão. Se for para melhorar a qualidade de ensino, a escola privada vai se adaptar e trabalhar nesse sentido”, disse.
Na avaliação do presidente, tudo aquilo que vem no sentido de modernizar o ensino, e colaborar para a melhoria dele, deve ser estudado com carinho e cautela. “No momento em que falamos de um novo Ensino Médio, com aumento de carga horária, e pensamos que parte dela pode ser realizada a distância, é uma ideia interessante. Mas depende de como será a execução, de como as instituições vão trabalhar esta possibilidade”, destaca Bruno, lembrando que o novo Ensino Médio deverá ser implementado entre 2020 e 2021.
As diretrizes curriculares servem para orientar escolas e sistemas na organização da oferta escolar, sem detalhar, por exemplo, o conteúdo de aulas. O Ensino Médio é considerado o maior gargalo da Educação Básica, com altas taxas de abandono e baixos indicadores de aprendizado. O próprio presidente do Sinepe/RS acredita que mudanças são necessárias nesta etapa de ensino. “Não vamos ter resultados diferentes fazendo o que a gente sempre fez. Não podemos ter 3 milhões de alunos ingressando no Ensino Médio e apenas 1,3 milhão chegando ao final do 3º Ano. É um prejuízo incalculável para o Brasil”, disse.
A reforma do Ensino Médio, aprovada em 2017, abriu a brecha ao ensino a distância —possibilidade vetada anteriormente. As diretrizes vêm, entre outras coisas, para regulamentar. As atividades a distância podem ser online ou mesmo sem suporte tecnológico digital, de acordo com o que foi aprovado. “É importante pensarmos que, com a tecnologia que temos à disposição, podendo trabalhar parte do conteúdo a distância, vamos estar chegando mais perto da realidade em que vivem os alunos. Mas, como disse, é necessário cautela. Temos pressa, sim, então vamos com calma”, reforçou.
Mudança
O ministro da Educação, Rossieli Soares, afirmou que não haverá mudanças no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em 2019 e 2020, e as alterações previstas por causa das novas diretrizes serão aplicadas a partir de 2021. 
Nessa nova prova, serão cobradas, no primeiro dia do exame, as diretrizes da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e, no segundo, as novas áreas de conhecimento chamadas de "itinerários formativos". 
Hoje, todos os alunos fazem a mesma prova. A partir de 2020, o aluno poderá escolher no segundo dia uma área de competência para a aplicação. Ainda não está claro, porém, como serão as provas.
Além das mudanças no Enem, devem ser alterados também programas de formação de professores e de livros didáticos, além do Saeb (Sistema de Avaliação do Ensino Básico). 
A reforma do Ensino Médio só passa a valer oficialmente após a aprovação da Base Nacional Comum Curricular referente à etapa. A implementação do previsto na reforma tem um prazo de dois anos. O ministro afirmou que é possível aprovar a BNCC ainda neste ano, no mês de dezembro. 


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