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Depósito clandestino no interior gera preocupação

Postada 10/10/2018



Localizado mais um depósito de lixo clandestino em Ijuí. Desta vez no interior do município, próximo ao rio Potiribu, perto do ponto de captação de água da Corsan.
O ambientalista Obirajá Gehm acompanhou a reportagem ao local. "Juntei um balde, em torno de 20 quilos, de vidros quebrados, que iriam para dentro do rio. As pessoas não estão se dando por conta que há crianças que se banham aqui, e esse vidro pode cortar alguém, causando um dano sério", disse.
Para ele, é preciso fazer um trabalho de conscientização junto a freteiros e carroceiros, que fazem o recolhimento de resíduos nas residências. E, além disso, ele aponta a necessidade de criar um local específico para o depósito desse tipo de material, que hoje está sendo deixado diretamente na natureza.
"Juntando esse lixo, vou trazer um problema para mim, porque também não terei onde colocar esse material. Então, como faço para descartá-lo? Descarto na limpeza urbana, na cidade, colocando-o dentro de sacos, mas este lixo está indo da cidade para o interior, para então retornar à cidade", explica Obirajá. No local, ele também recolheu lâmpadas fluorescentes, quebradas, que contaminam o solo.
A ideia de Obirajá é dividir Ijuí em quatro quadrantes, e criar um local em cada um deles, para o depósito desse tipo de material, onde a prefeitura fará o recolhimento uma vez por mês. "Para que as pessoas deixem de ser contraventores. Então, se fizesse quatro quadrantes, cadastrasse todos os carroceiros, teria um controle melhor do lixo produzido", afirma.
 Agricultores do interior de Ijuí também demonstram preocupação com o depósito de lixo em suas propriedades. "Na cidade, há coleta seletiva, ecoponto de vidros, de eletrônicos, então por que trazer para o interior? Vejo que as escolas têm que bater em cima desse assunto, em relação ao lixo, ao reaproveitamento de materiais, para que essa geração tenha uma mentalidade diferente em relação ao lixo, que muitas vezes pode se transformar em luxo", finaliza.
Secretário municipal de Meio Ambiente (SMMA), Antenor Heck destaca que o poder público dá alternativas para o descarte correto de todo resíduo produzido no âmbito doméstico e do comércio. "O caminhão passa em frente à residência, temos mais de 180 ecopontos de pilhas e vidros, então não tem a necessidade", comenta, acrescentando que a pasta esteve no local e recolheu os resíduos. 


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