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Educação

Curso Normal é debatido em seminário

Postada 10/08/2018



O Instituto Estadual de Educação Guilherme Clemente Koehler (Polivalente) sediou, nesta quinta-feira, o 2º Seminário Regional das Escolas Estaduais de Curso Normal. O evento parte de um projeto, iniciado em maio em Porto Alegre, que contou com a presença de representantes de nove Coordenadorias Regionais de Educação (CREs), além de três educadores de cada instituição de ensino.
“Trata-se de um projeto de formação de professores, direcionado a todas as escolas que ofertam o Curso Normal”, explicou o assessor pedagógico da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Clark Balbueno Sarmento, em contato com o Grupo JM.
O evento teve início pela manhã, com uma discussão sobre “A importância da documentação pedagógica e o processo de aprendizagem na Educação Infantil”. “Também tivemos um momento de discussão sobre a educação especial. Hoje temos uma grande quantidade de alunos ingressando em escolas de Curso Normal. São alunos especiais que querem, sonham, em se tornar professores. E há um anseio sobre como os educadores vão realizar as práticas, as aulas”, reforçou Clark. 
A contadora de histórias e escritora de livros infanto-juvenis Léia Cassol fez uma participação à tarde – turno que também contou com o relato de escolas com boas práticas em Educação Infantil e Educação Especial. A cargo do assessor pedagógico também esteve a apresentação do Projeto Memórias, que vem sendo desenvolvido pela Seduc desde o início do ano. “No final de 2018, vamos publicar um livro de memórias do Curso Normal no RS. O objetivo do projeto é mostrar para toda a sociedade gaúcha a formação docente de nível médio, que vem se mantendo forte. Temos estados no País que já não ofertam o curso”, explicou, destacando que serão mostrados traços que constituíram o curso e quais práticas pedagógicas estão em andamento.
O Curso Normal no Estado tem peculiaridades, segundo Clark. Na 21ª CRE, em Três Passos, oferta-se o curso para indígenas. Em Santa Maria, para formar professores surdos – sendo esta a única escola em toda a América Latina. “A Seduc tem olhado as escolas no sentido de auxiliar e fomentar o ingresso de novos estudantes. Tivemos um momento de caída no número de alunos, mas hoje há um acréscimo, exatamente por conta deste resgate que está acontecendo nas escolas.”
O curso possui uma particularidade, que é permitir o aproveitamento de estudos para alunos que já concluíram o Ensino Médio. Para pessoas que estão em casa, ou que desejam mudar de profissão e resgatar o sonho de ser professor. “Nas discussões com os educadores, através deste projeto de formação, estamos vendo características bem particulares. Um exemplo está na Serra Gaúcha, onde se ampliou o número de alunos por conta da divulgação que as escolas de Curso Normal estão fazendo em escolas municipais, falando da importância da formação aos alunos do 9º Ano do Ensino Fundamental”, destacou.


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