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Candidatos não podem prometer salários em dia, diz Zilá

Postada 12/07/2018



Quando ainda integrava o governo de José Ivo Sartori, o PSDB “trabalhou junto” e ajudou a aprovar projetos, conforme afirmou a deputada estadual Zilá Breitenbach. Mas era natural que, ao almejar candidatura própria, o partido desembarcasse do governo. “Assim como outros partidos, tivemos que sair para fazer a nossa campanha. E há pelo menos quatro candidaturas postas que atuam na mesma linha. Então, precisamos trabalhar muito para ter resultados”, destacou a deputada, lembrando que o PSDB aposta no nome do ex-prefeito de Pelotas, Eduardo Leite.
Zilá não espera um milagre no próximo ano. “Precisamos continuar a fazer o que precisa ser feito”, disse, afirmando que os candidatos não poderão sequer prometer o pagamento dos salários dos servidores em dia, a partir de 2019. “O Estado está realmente em situação complicada. Tivemos uma reunião, nesta semana, e queremos fazer uma grande mobilização para pressionar que o Congresso Nacional regularize o pagamento da bendita Lei Kandir. A Justiça determinou que cabe ao Congresso essa regulamentação, no entanto, há um ano o projeto tramita e, em agosto, finaliza o prazo. E aí eu questiono: por que ainda não foi regulamentado?”, questiona. 
Na opinião da deputada estadual, o próximo governo terá que dar perspectivas ao Estado e ser conciliador. Ao Grupo JM, Zilá também confirmou que quer concorrer novamente à Assembleia Legislativa. “Seguirei atuando em pautas sociais e econômicas. Trabalhando para que o Estado consiga recursos para concluir asfaltos, já que isso se tornou uma novela há três governos. Também precisamos pensar em educação, porque hoje o RS deve R$ 20 bilhões de piso ao magistério. Essa é, inclusive, uma lei que veio para criar um passivo, porque não há como pagar. Mas não podemos deixar o magistério nesta situação”, aponta. 
A deputada lembrou, ainda, que está nas mãos do governador a criação do canal que receberá denúncias de violências a crianças e adolescentes. Ainda no mês de junho, a Assembleia Legislativa aprovou o projeto que propõe a Ouvidoria Especial das Crianças e Adolescentes (Oeca). “Meu projeto foi baseado em pesquisas, em resultados estarrecedores da situação do Brasil quanto ao abuso e ao desrespeito a crianças e jovens. Hoje existe no RS um sistema de ouvidoria, criado por uma lei em 2014, mas todas as denúncias são jogadas numa vala comum, dos Direitos Humanos. Entendi, e recebi o apoio da Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas de Violência, que teríamos que criar um canal específico”, detalha, lembrando que buscou apoio do Executivo para encaminhamento e aprovação da proposta.


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