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Polícia

Onyx defende prioridades e redução em governo

Postada 04/06/2018



Em entrevista concedida ao Grupo JM, o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM) disse que a manifestação dos caminhoneiros tomou uma proporção gigantesca em razão da pauta, já apresentada no ano passado, não ter sido atendida. “Hoje os caminhoneiros têm uma estrutura muito difusa e diversa. O que, por um lado, é positivo, porque mostra que a categoria está se organizando em todo o País. Mas torna-se mais complexo o entendimento na categoria, principalmente entre os autônomos, que são as grandes vítimas dessa situação”, explicou.
De um lado, como explica, há o monopólio da Petrobras. De outro, o oligopólio de diversos setores da economia brasileira. De grandes marcas que contratam mais de 30 mil fretes por mês e que estipulam o valor do frete. Aceita quem quiser. “Em outubro teremos a escolha de um novo presidente que, a partir do próximo ano, poderá dar à categoria o que eles merecem, que é respeito, atenção e valorização”, afirmou. 
Um estudo acerca dos impostos deve ser feito, como lembra o parlamentar, mas certamente não será agora, quando estamos em “fim de feira”, às vésperas de uma eleição. “O presidente tem a caneta na mão. Ele deveria ter chamado os governadores para fazer um acordo de unificação e redução do ICMS no Brasil, já que o governo federal possui mecanismos compensatórios. Foi o Executivo que criou toda essa parafernalha absurda de carga tributária”, avaliou, destacando que houve avanço, nesta semana,  com a aprovação do projeto, pelo Senado, do projeto que reonera a folha de pagamento de 28 setores da economia e, ainda, zera até o fim do ano as alíquotas do PIS/Cofins sobre o diesel. Na quinta-feira, no entanto, o presidente Michel Temer vetou o ponto que pretendia zerar o PIS/Cofins. Para substituir o trecho que tratava do tributo, Temer editou três Medidas Provisórias (MPs) para garantir o acordo com caminhoneiros e reduzir em R$ 0,46 o preço do litro do diesel na bomba.
Em contato com a redação, Onyx afirmou que apoiará o pré-candidato Jair Bolsonaro à presidência da República, e que já está trabalhando na construção de seu plano de governo. “Nossa missão é fazer o governo dar um passo atrás para que a sociedade dê um passo à frente. Não é mais possível aguentarmos essa carga tributária. Há uma importante parcela da economia brasileira que está na informalidade, exatamente porque as pessoas não aguentam mais pagar impostos. O governo tem que ser reduzido. Não ter 30 ministérios, mas 10, 12, 15, no máximo. Há a necessidade de escolher prioridades e dedicar-se a elas”, afirmou, destacando que reduzir impostos é fazer a sociedade prosperar.


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