Notícia

Economia

Qualidade da gestão é vital a empresas

Postada 28/05/2018



O Grupo JM promoveu, na manhã de sexta-feira, a segunda rodada de debates sobre desenvolvimento econômico, focando em estratégias para a retomada dos índices de crescimento econômico e social em Ijuí e região.
Ontem, participaram do debate o presidente da Associação Comercial e Industrial de Ijuí, Nilo Leal da Silva, o professor do curso de Agronomia da Unijuí, Roberto Carbonera, e o diretor regional da empresa 3 Tentos Agroindustrial, André Bigolin.
Embora com visões ideológicas distintas, os três debatedores concordam com o fato de que a confusão institucional e política no País tem se estendido à economia, provocando a retração da atividade produtiva em muitos níveis.
"A infraestrutura para a indústria, em termos de escoamento de safra via estradas e portos, é muito pouco competitiva. Não temos a menor condição de competir com qualquer País, até mesmo a Argentina opera em condições estruturais muito superiores às nossas", avaliou André Bigolin.
Para o diretor da empresa 3 Tentos, é crucial que o Brasil se atente para o mercado internacional, que atualmente vê o País em situação crítica, de grande confusão política, institucional e econômica.
O professor Roberto Carbonera, porém, acredita que os fluxos comerciais globais devem seguir uma ordem mais independente, valorizando, por exemplo, acordos com os Brics (bloco de nações emergentes).
"A partir de 2013, o Brasil se posicionou diante do mundo de maneira diferenciada. A aliança com China, Rússia, Índia e África do Sul fez com que assumíssemos um protagonismo. Isso criou condições para fortalecer a agricultura, o setor produtivo como um todo, e, por consequência, a economia como um todo. Historicamente dependíamos dos Estados Unidos e do FMI, não tínhamos autonomia política para intervir no mercado externo. Acredito que é preciso recolocar alguém no governo que tenha condições políticas de representar o País no exterior, posicionando de forma protagonista", avaliou.
Especificamente sobre a economia local, os debatedores acreditam que problemas de gestão pública e privada levaram à retração da economia. A crise que levou praticamente à falência grandes empresas que foram verdadeiros símbolos do município por décadas, como a Cotrijui e a Fonte Ijuí, é fruto, justamente, de gestões e opções de mercado que se mostraram equivocadas.
"De 2012 em diante, as empresas que não se modernizaram, e que não criaram alternativas, produtos e mercados, tiveram dificuldades. Tudo passa pela gestão", resumiu Nilo Leal.
Para o professor Carbonera, os erros de gestão que levaram a Cotrijui à liquidação judicial prejudicaram, também, outras grandes empresas do setor agrícola. "Tivemos diversas empresas do ramo agrícola, empresas privadas, que passaram por essa situação [de dificuldade financeira], justamente por questões de gestão. Essa situação fez, inclusive, com que surgissem novos empreendimentos, mais qualificados", avalia Carbonera.
Ocupando cargo de gestão em uma das empresas que mais cresce no setor agroindustrial da região, André Bigolin também acredita que a qualidade empresarial é peça chave no setor privado. "Acho que além da gestão, em termos de iniciativa privada a sucessão é fundamental. O segredo da vida longa de grandes empresas é fazer um processo de transição de lideranças sem perda de qualidade", avalia.O Grupo JM promoveu, na manhã de ontem, a segunda rodada de debates sobre desenvolvimento econômico, focando em estratégias para a retomada dos índices de crescimento econômico e social em Ijuí e região.
Ontem, participaram do debate o presidente da Associação Comercial e Industrial de Ijuí, Nilo Leal da Silva, o professor do curso de Agronomia da Unijuí, Roberto Carbonera, e o diretor regional da empresa 3 Tentos Agroindustrial, André Bigolin.
Embora com visões ideológicas distintas, os três debatedores concordam com o fato de que a confusão institucional e política no País tem se estendido à economia, provocando a retração da atividade produtiva em muitos níveis.
"A infraestrutura para a indústria, em termos de escoamento de safra via estradas e portos, é muito pouco competitiva. Não temos a menor condição de competir com qualquer País, até mesmo a Argentina opera em condições estruturais muito superiores às nossas", avaliou André Bigolin.
Para o diretor da empresa 3 Tentos, é crucial que o Brasil se atente para o mercado internacional, que atualmente vê o País em situação crítica, de grande confusão política, institucional e econômica.
O professor Roberto Carbonera, porém, acredita que os fluxos comerciais globais devem seguir uma ordem mais independente, valorizando, por exemplo, acordos com os Brics (bloco de nações emergentes).
"A partir de 2013, o Brasil se posicionou diante do mundo de maneira diferenciada. A aliança com China, Rússia, Índia e África do Sul fez com que assumíssemos um protagonismo. Isso criou condições para fortalecer a agricultura, o setor produtivo como um todo, e, por consequência, a economia como um todo. Historicamente dependíamos dos Estados Unidos e do FMI, não tínhamos autonomia política para intervir no mercado externo. Acredito que é preciso recolocar alguém no governo que tenha condições políticas de representar o País no exterior, posicionando de forma protagonista", avaliou.
Especificamente sobre a economia local, os debatedores acreditam que problemas de gestão pública e privada levaram à retração da economia. A crise que levou praticamente à falência grandes empresas que foram verdadeiros símbolos do município por décadas, como a Cotrijui e a Fonte Ijuí, é fruto, justamente, de gestões e opções de mercado que se mostraram equivocadas.
"De 2012 em diante, as empresas que não se modernizaram, e que não criaram alternativas, produtos e mercados, tiveram dificuldades. Tudo passa pela gestão", resumiu Nilo Leal.
Para o professor Carbonera, os erros de gestão que levaram a Cotrijui à liquidação judicial prejudicaram, também, outras grandes empresas do setor agrícola. "Tivemos diversas empresas do ramo agrícola, empresas privadas, que passaram por essa situação [de dificuldade financeira], justamente por questões de gestão. Essa situação fez, inclusive, com que surgissem novos empreendimentos, mais qualificados", avalia Carbonera.
Ocupando cargo de gestão em uma das empresas que mais cresce no setor agroindustrial da região, André Bigolin também acredita que a qualidade empresarial é peça chave no setor privado. "Acho que além da gestão, em termos de iniciativa privada a sucessão é fundamental. O segredo da vida longa de grandes empresas é fazer um processo de transição de lideranças sem perda de qualidade", avalia.


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