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Economia

Preços dos combustíveis devem seguir em alta

Postada 24/05/2018



A elevação de impostos federais e estaduais foi responsável por dois terços da alta da gasolina desde que a Petrobras começou a praticar ajustes diários nos preços, em julho de 2017. De acordo com relatórios mensais do MME (Ministério de Minas e Energia) sobre o mercado de combustíveis, a gasolina subiu R$ 0,71 nas bombas entre junho de 2017 e janeiro de 2018, último dado disponível.
A forte alta da cotação do petróleo e dos seus derivados neste ano, provocada por fatores geopolíticos, também contribuiu fortemente para os preços elevados. E a tendência é que os preços se mantenham altos também nos próximos meses, dizem especialistas.
No último dia 17, a cotação atingiu US$ 80 o barril, o que não acontecia desde novembro de 2014.
Aliado a isso, houve problemas em grandes países produtores. Sem dinheiro para investir, a Venezuela, por exemplo, reduziu sua produção de 2,5 milhões de barris/dia, em 2016, para 1,5 milhão de barris/dia atualmente.
Após três rodadas de reuniões entre segunda-feira e ontem, a cúpula do governo federal tentou encontrar uma forma de evitar oscilações tão frequentes no preço da gasolina e do diesel no mercado doméstico.
Ontem, o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, rechaçou ontem mudanças na política de preços da Petrobras. Ele disse também que o governo vai apresentar uma solução para reduzir os preços dos combustíveis no curto prazo. "Não há como mudar a política de preços da Petrobras", afirmou Moreira.
Mesmo com a garantia da manutenção de preços, a estatal anunciou que o preço de gasolina e diesel terão queda hoje.
Com isso, o preço médio do litro da gasolina sem tributo nas refinarias será de R$ 2,0433, com queda de 2,08% em relação à média atual de R$ 2,0867. No mês de maio, o combustível acumula alta de 13,6%. O valor médio nacional do litro do diesel caiu para R$ 2,3351, 1,54% menor do que a medida atual de R$ 2,3716. No mês, o produto acumula alta de 10,6%.
Desde que a Petrobras iniciou sua nova política de preços para os combustíveis, em 3 de julho do ano passado, o óleo diesel subiu 56,5% na refinaria, segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) — passou de R$ 1,5006 para R$ 2,3488 (sem contar os impostos).
Os postos de gasolina repassam ao consumidor os custos de toda a cadeia do combustível. O preço final é composto basicamente por 4 parcelas: realização do produtor ou importador, custo do etanol anidro, tributos (ICMS, PIS/Pasep e Cofins, e Cide), e margens de distribuição e revenda.


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