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Rural

Certificação contra aftosa beneficia exportação

Postada 24/05/2018



Enquanto trava uma dura batalha com os europeus, que restringiram suas importações de frango e pescados, o Brasil recebe, na próxima quinta-feira, o certificado de país livre da febre aftosa, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), com sede em Paris. A aftosa é uma doença que ataca rebanhos de bovinos e outros animais de casco bipartido. Seu controle facilita a abertura de mercados para exportação.
O certificado atestará que a febre aftosa está controlada em todo o território brasileiro, por meio da aplicação de vacinas. A exceção é Santa Catarina, que dispensa a vacinação desde 2007. "Nosso novo grande desafio será enfrentar a etapa final do processo de erradicação da doença em nosso país e na América do Sul, ampliar nossas zonas livres sem vacinação, e, em especial no Brasil, alcançar a condição de país livre da febre aftosa sem vacinação", afirmou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.
O novo status beneficiará especialmente o Rio Grande do Sul, que tem participação significativa no Valor Bruto da Produção de R$ 175 bilhões, alcançado pelo País em 2017. No período, as exportações do complexo carne aumentaram 8,9%, somando US$ 15,5 bilhões.
Secretário de Agricultura e Pecuária do Estado nos últimos três anos, o atual deputado estadual Ernani Polo comemorou o resultado da nova certificação. Segundo ele, a partir de agora cabe ao Rio Grande do Sul trabalhar para eliminar a vacinação contra a aftosa, elevando o status sanitário da produção animal gaúcha.
“Precisamos avançar nessa questão [do fim da aftosa sem vacinação]. O próprio Ministério da Agricultura em um plano de retirada da vacina contra a febre aftosa, e o Rio Grande do Sul está adiantado, já deu passos em direção a isso. Temos, inclusive, um plano estadual neste sentido, com as mesmas diretrizes do plano nacional, estabelecendo formação de equipes e diversos treinamentos”, relata o ex-secretário.
Exemplo disso é o almoxarifado de emergência, instalado no município de Cachoeira do Sul e que atende a todo o Estado. A estrutura conta com equipes e equipamentos avançados para casos de emergência em sanidade animal. A ideia é que, quando a vacinação seja extinguida, o almoxarifado funcione como uma alternativa a casos suspeitos de aftosa e outras doenças.
O avanço na sanidade animal abre caminho para a abertura do mercado externo a outros produtos brasileiros. Para Ernani Polo, a produção leiteira do País pode ser uma das maiores beneficiadas. “Um grande desafio, atualmente, é abrirmos mercados para o escoamento do leite, ficando menos dependentes do consumo interno. Hoje, a produção brasileira depende da demanda, e quando existe uma queda, a crise se instala rapidamente. No momento que tivermos propriedades livres de brucelose e tuberculose, e formos livres de aftosa sem vacinação, tenho certeza que as exportações serão um caminho concreto”, explica.


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