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Economia

Federasul identifica gargalos a empresas

Postada 07/05/2018



A Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) realizou, na noite de ontem, em Cruz Alta, a 10ª edição do projeto Fórum de Líderes. A iniciativa tem por objetivo percorrer diversas regiões do Estado, reunindo os integrantes do setor produtivo para discutir sobre economia, política e desenvolvimento social, além de debater alternativas viáveis e proporcionar um espaço de debate sobre a realidade do País.
Realizado na Associação Comercial e Industrial de Cruz Alta, o evento de ontem iniciou com o Encontro de Executivos e a apresentação do Programa de Desenvolvimento Econômico Local.
Antes do evento, o vice-presidente de Integração da Federasul, Rodrigo Souza Costa, conversou com o Grupo JM sobre o projeto da entidade, que tem como um de seus propósitos coletar as demandas dos empresários de várias regiões, e encontrar caminhos para dar resolutividade aos gargalos encontrados.
"É uma oportunidade de fazermos um diagnóstico da economia a partir da visão do empreendedor, do profissional liberal, da classe produtiva como um todo. A partir disso, começamos a analisar e debater o que está ao nosso alcance, quais soluções foram tomadas em outras regiões para problemas semelhantes, fazendo um intercâmbio de soluções em diversos âmbitos. Também ouvimos os empreendedores com o intuito de ajudar e abrir portas, a partir do que está ao nosso alcance, para tentar destravar problemas regionais junto ao governo do Estado ou governo federal", explica o vice-presidente.
Segundo ele, assim como ocorreu em diversas outras regiões, o relato de problemas na emissão de alvarás por parte do Corpo de Bombeiros, e concessão de licenças ambientais para novos empreendimentos, são problemas recorrentes enfrentados por empresas de vários tamanhos.
"Há uma pauta em comum entre todos os lugares do Estado que chamamos de sufocamento da atividade produtiva. É um sentimento que, infelizmente, está muito presente em serviços públicos, que de uma maneira geral não entrega os resultados, não justifica os impostos elevados que pagamos. É por isso que a relação entre a classe produtiva e os serviços públicos municipais, estaduais e federais é uma das mais hostis do País", avalia.
A consequência deste ambiente desfavorável entre o serviço público e o setor privado é a fuga constante de empresas do Rio Grande do Sul, conforme Rodrigo Souza Costa. Além disso, segundo o dirigente da Federasul, há inúmeros casos de organizações que fecharam as portas por não conseguir superar obstáculos impostos pela crise econômica que também afeta o setor público e, por consequência, obstrui a contratação de serviços da iniciativa privada.
"Sabemos que houve intensa migração de empresas, principalmente para Santa Catarina e Pernambuco. Muitas pessoas ficam na utopia de que é só falar que a crise passa, mas a realidade e os números não mentem. Cada vez mais estes dois Estados, em particular, têm cidades que assediam empresas gaúchas com benefícios, para que retirem operações comerciais e industriais do Rio Grande do Sul", relata o vice-presidente de Integração.
Prezando por um discurso mais realista, Rodrigo Souza Costa finaliza afirmando que, antes de pensar em expandir a economia gaúcha, é preciso criar condições para que as empresas existentes não fechem as portas ou deixem de operar no Estado.
"Não podemos cair naquele discurso do político de carreira, de que 'é preciso atrair novos empresários e investidores para a nossa cidade'. Nós precisamos ajudar a manter os que já estão estabelecidos para que não vão embora, para que continuem gerando riqueza, arrecadação e postos de trabalho", afirma.
No evento de ontem, a presidente da Federasul, Simone Leite, também falou aos empresários da região. Ela ministrou palestra sobre Engajamento Cívico, falando, especialmente, do protagonismo da classe produtiva, e da importância do associativismo e da integração para o desenvolvimento das empresas.


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