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Rural

Grito de Alerta terá nova edição neste mês

Postada 07/05/2018



Com o tema “Brasil, que País é esse?”, será realizada neste mês a 8ª edição do Grito de Alerta. O movimento reunirá cinco regionais sindicais – Missões I, Santa Rosa, Missões II, Três Passos e Ijuí - nos dias 15 e 16 de maio, quando será realizado o Acampamento da Cidadania no trevo de acesso a Entre-Ijuís; e no dia 17 de maio, quando os manifestantes farão uma caminhada até Santo Ângelo,  onde haverá concentração na Praça do Brique.
“A nossa mobilização já teve início com um pré-lançamento, realizado em Ijuí e em Santo Ângelo. Agora, estamos trabalhando no sentido de estudar, entender a pauta que foi construída”, explicou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ijuí, Carlos Karlinski.
A expectativa, segundo ele, é que 200 pessoas participem do primeiro dia de movimento. Cerca de 400 pessoas são esperadas no segundo dia e, aproximadamente, cinco mil no dia que marca o encerramento da programação.
Como o próprio nome do evento remete, a ideia da mobilização é chamar a atenção para algumas situações que comprometem a sociedade. “O tema e o evento propõem uma reflexão sobre a carga tributária brasileira, sobre a defasagem da tabela do Imposto de Renda, corrupção e sobre o foro privilegiado. Também iremos debater sobre privilégios, como o auxílio-moradia, que custou aos brasileiros R$ 817 milhões em 2017. Debateremos sobre as emendas parlamentares, que muitas vezes impedem a renovação na política", destacou Karlinski.
Há, ainda, como lembra, o debate sobre o Pacto Federativo, que sobrecarrega os municípios com as demandas e serviços, concentrando toda a arrecadação dos recursos no governo federal. Segundo a Tabela de Estudos Tributários de 2015, divulgada pela Receita Federal, até 2014, 68,47% de toda a arrecadação tributária  era feita pela União, 25,35% pelo Estado e apenas 6,19% pelos municípios. A repatriação de recursos tem sido uma luta dos prefeitos.
“Temos, ainda, a questão da habitação, que segue estagnada, assim como o próprio crédito fundiário. Precisamos discutir a saúde, a educação e a segurança no campo”, afirma o presidente do Sindicato. Segundo Karlinski, as regionais têm um problema em comum, que é o êxodo rural e o empobrecimento dos agricultores.

 


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