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Rural

Uso de sementes piratas ainda é grande no Estado

Postada 03/01/2018



 A taxa de uso de sementes certificadas para a formação de lavouras no Rio Grande do Sul é de apenas 55% de um total de 5,9 milhões de hectares cultivados por ano. O dado foi revelado pelo presidente da Associação de Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul(Apassul) Narciso Barison Neto e mostra que ainda há muita semente pirata(não certificada) sendo utilizada no Estado.

Ele lembrou que a Apassul desenvolve uma campanha para mostrar a importância de usar sementes com segurança, uma vez que ela é um ativo fundamental na transferência de renda para o agricultor. Para o presidente, no cenário atual do agronegócio gaúcho e brasileiro, é impossível imaginar a agricultura sem o uso de sementes transgênicas resistentes as adversidades provocadas pelo clima e pelas pragas.

Barison comenta que a Apassul está sempre pensando no futuro e neste sentido  sabe das tecnologias que já estão a disposição do produtor rural e outras que estão chegando exemplificando pesquisas que vem sendo feitas para produção de sementes tolerantes a seca, com mais nitrogênio, ou mais resistentes ao encharcamento do solo. “É importante que os produtores tenham acesso a estas tecnologias, assim como é importante entender a necessidade de remuneração destas empresas que fazem as pesquisas porque são os agricultores que usufruem destes benefícios pelos ganhos na rentabilidade final das lavouras”, lembrou.

O Rio Grande do Sul é o mais antigo produtor de soja do Brasil e a melhor campanha, no combate ao uso de sementes “não certificadas” é a da educação, conscientização e entendimento do agricultor sobre a importância do uso de um produto certificado porque usar semente pirata é crime. “Estamos sonegando os ganhos da propriedade intelectual das pessoas que desenvolvem variedades genéticas com tecnologias para garantir a produção, por isso é importante abastecer estas fontes que nos trazem novidades e ganhos”, destacou.

O presidente disse ainda que o Estado cultiva 5,9 milhões de hectares de soja e que há plenas condições de atender o mercado com sementes certificadas e ainda exportar para outros países. “Exportamos hoje, a mesma quantidade que consumimos e as empresas que produzem sementes tem esta a responsabilidade e o compromisso com a qualidade da semente”, ressaltou. O Brasil cultiva atualmente cerca de 63 milhões de hectares, dos quais 52 milhões de hectares com soja e milho. Em 99% desta área são utilizadas sementes geneticamente modificadas.



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