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Sociedade

Escritoras são atrações da Feira

Postada 18/11/2017



Segue hoje e amanhã a programação da 25ª Feira do Livro de Ijuí e 28ª Feira do Livro Infantil do Sesc, que acontece na Praça da República. Com o tema A cada leitura uma nova aventura, essa edição teve a participação de duas escritoras convidadas: a ijuiense Carolina Welter, que fez sua contação de história sobre seu livro Mário quer ser craque, no Espaço Sesc Leitura. Outra convidada, a escritora Angélica Rizzi veio de Porto Alegre e fez um bate-papo com as crianças. Angélica também é cantora e jornalista. 
Em entrevista ao Jornal da Manhã, Angélica Rizzi destacou que já esteve em Ijuí em 2014, no Distrito de Itaí para uma atividade e neste ano esteve na Escola São Geraldo. “Volto para a Feira do Livro muito feliz para ter esse contato com esse público diferenciado. O escritor precisa dessa vida real para trabalhar o faz da conta, para trabalhar seus livros, precisa da energia que a gente capta com crianças, jovens e adultos. Esse contato para o meu trabalho como compositora e escritora, facilita a minha escrita. Sem isso, para mim não existe livro”.
Angélica explica que contar histórias nunca vai se perder, mesmo em meio à internet, redes sociais. “Acredito na importância dos pais em começarem em casa, com os filhos ainda pequenos apresentando os filhos aos livros através da contação de história, apresentando os livros para eles, mostrando a importância da leitura para a vida. Não é só para quem quer escrever, isso é para vida, para todas as profissões. Lendo, aprende-se a falar bem”, explica ela.
A escritora ressalta que acredita na longevidade dos livros. “Dificilmente iremos ficar longe de um livro. Um telefone, um tablet, a bateria acaba. O livro você leva na bolsa, na mala. Está sempre com você. Temos um amor pelos livros que lemos, pelo autor que gostamos e que fala nas páginas aquilo que sentimos. Um autor é um porta-voz da humanidade. Essa relação de carinho não vai se perder. É longevidade, tanto para as feiras literárias, quanto para os livros”. 
A ijuiense Carolina Welter diz que não se sente escritora. “A literatura para mim sempre foi motivo de muito prazer, a literatura infantil começou com um hobby e se tornou algo concreto. Sempre viso incentivar a nossa geração a continuar nesse prazer que é a leitura, incentivando todos eles em meio a tantas tecnologias”, diz.
Carolina ressalta que a tecnologia nunca vai substituir o espaço do livro. “A inovação vem a acrescentar, mas a leitura do livro impresso não será substituída. A tecnologia vem para somar, mas jamais vai substituir os livros. Acho que a família é o berço do estímulo à leitura. Os pais, junto com a escola, devem estimular as crianças quanto mais cedo possível. E ressalto iniciativas como feiras do livro, que jamais se percam, que continuem sendo fonte de conhecimento e agregando valores às pessoas”, explica Carolina.


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