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Coluna David Antônio dos Santos

Publicada 24/10/2017

6ª JORNADA DE MEDIAÇAO

Participamos, na quinta e sexta-feira,  com colegas mediadores do Cejusc de Ijuí, juntamente com mediadores de todo o Estado, desse evento técnico promovido pelo Núcleo de Estudos de Mediação (NEM), criado em 2002 na Escola Superior da Magistratura - Ajuris.
A criação do NEM teve como objetivo oferecer um espaço de estudo, reflexão e compartilhamento de ideias e fazeres em mediação. A partir da Resolução 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça, o NEM, atualmente coordenado pela desembargadora Genacéia da Silva Alberton, proporciona cursos de mediação em diferentes espaços públicos.
A primeira palestra do dia teve como tema Desafios e perspectivas da Política de Tratamento Adequado de Conflitos, ministrada pela Desa. Daldice M.S. Almeida, na coordenação do Des. Heleno T. Saraiva, ressaltando que a mediação não é do Tribunal de Justiça, mas sim da população, buscando a solução pacifica das controversas, onde a mediação é uma ferramenta de dialogo, credibilidade e confiança.
A palestra seguinte abordou Possíveis Impactos da Mediação na sociedade pela Dra. Tania Almeida sob coordenação do Dr. Atila B. Refosco. Carismática e muito solícita a dra. Tania referendou a Mediação como uma ação multi profissional, visto que não faz restrições a origem profissional dos facilitadores do diálogo, que devem, como no caso presente, estar em constante capacitação. Ressaltou também que não devemos ter a paralisia paradigmática, e sim quebrar tabus e métodos antigos permeando nossa atuação exatamente entre esses paradigmas antigos e novos. Enfatizou que a Mediação resulta em acordos propostos pelos Mediandos e não por terceiros (juízes), resgatando o diálogo entre as pessoas, que construíram o conflito, possibilitando sua desconstrução.
Na sequência tivemos a palestra Autonomia e Vontade, - desafios e possibilidades, pela Dra. Fernanda Tartuce Silva, onde abordou as causas dos conflitos, como a busca por liberdade, poder, direitos, pertencimentos e segurança. Citou alguns casos onde a medição teve resultados ótimos como no acidente da AIR France, tragédia com 128 mortes, utilizado a mediação para resolução dos acordos com os parentes das vítimas.
Na manhã seguinte tivemos a palestra Práticas Restaurativas na Justiça Criminal e o futuro da pena, pelo Dr. André R. Gamerardino, tendo como premissa básica a eliminação da reincidência.
Com o tema Neurobiologia atuação autocompositiva o Dr. Paulo V. Dal Pai Moraes levantou a plateia ao expor seus estudos sobre nosso comportamento, visualindo nossos Hemisférios Esquerdos onde processa nosso senso analítico e a linguagem e o Hemisfério Direito base de nossa visão holística, intuitivo, sonhos. Alertou de como devemos controlar nossa emissão de Cortisol – reação mais emocional – dando lugar ao Neo Córtex tomando decisões mais racionais.
Tivemos ainda as palestras Mediação e acesso a ordem jurídica justa   pelo Des. Kasuo Watanabe e por fim a palestra Mediação Vítima x Agressor – outro caminho para o enfrentamento dos conflitos de natureza penal e as Oficinas do Perdão, pela Desa. Vanderlei Teresinha Kubiak.
Só quem participou pode avaliar a riqueza dos temas e a cultura a vivencia dos palestrantes, fomos os privilegiados.

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