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Coluna David Antônio dos Santos

Publicada 28/04/2020

O PARADOXO DA CRÍTICA

“Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem em pobreza. O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá”. Provérbios de Salomão, 11.24-25
Cerca de 100 milhões de crianças vivendo em países pobres não têm acesso à escola. Consequentemente, estão condenadas à maior de todas as pobrezas – a pobreza mental e
a ignorância – que rouba-lhes um futuro mais digno e mais promissor.
Metade da população mundial vive com apenas dois dólares por dia. Isto significa dizer: essa mesma população vive em estado de miséria absoluta. Portanto, não tem acesso a um emprego digno, a um salário justo, a uma casa decente, a um plano de saúde, a uma escola, entre outras comodidades e facilidades da sociedade moderna e rica.
No Brasil, essa realidade não é diferente, visto que os recursos que deveriam ser aplicados para o bem-estar e o progresso de sua população, são sistematicamente roubados e
desviados, inclusive para outros países “amigos”!
O Brasil ainda tem 53 milhões de pessoas vivendo na pobreza e 20 milhões vivendo na extrema pobreza. Penso que não sabemos o total de doações feitas mensalmente e anonimamente por empresas e pessoas físicas a entidades assistenciais; junto-me a quem aplaude os doadores. Nestes tempos de coronavírus, as doações têm tido alto grau de articulação. Do maior grupo bancário (Itaú/Unibanco) ao mais simples brasileiro, que pouco dispõe e, assim mesmo, doa
o seu serviço num gesto de extrema solidariedade, estamos vendo o potencial envolvimento da sociedade, com esses gestos solidários.
Por isso, repudio o texto do jornalista Tulio Milman, que ultimamente tem resvalado na sua função de informar, tecendo comentários que não contribuem para nada. Ora, que bom
se todos contribuíssem, isso seria o ideal, mas não é assim na realidade, então vamos elogiar quem o faz, e não julgar que poderia ser maior a quantia doada, ou ainda dizer que
fez a doação para “aparecer”. Por favor, não tolhamos à vontade de agir de pessoas e empresas, movidos pela emoção e vontade de ajudar, são muitos os que precisam.
Para este tal de Túlio Milman, que tem uma peculiar e exótica percepção do Brasil, os agentes do bem são aqueles que querem a qualquer custo se beneficiar desta grave crise mundial para tentar tirar todo o tipo de proveitos políticos e financeiros de uma situação que provocará fome, destruição de economias e muita recessão.
Nas últimas semanas, o governo federal publicou uma série de medidas para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, entre elas, medidas tributárias que impactaram diretamente no recolhimento de impostos aos cofres públicos. Grandes empresas, pequenos negócios, microempreendedores individuais e pessoas físicas foram beneficiadas.
Volto a dizer quem não ajuda, por favor, não atrapalhe!

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