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Coluna Armindo Pydd

Publicada 25/02/2019

MILITARES NO PODER

**O presidente é capitão, o vice é general 4 estrelas. Um número grande de ministros e integrantes dos diversos níveis do governo atual também são militares. E logo vêm os comentários de que estamos diante de um governo militar. Acontece que tudo isto resultou de um processo democrático. Foi via eleições.
**A derrubada da Monarquia no Brasil foi realizada pelos militares. O marechal Deodoro da Fonseca e o general Floriano Peixoto foram os artífices e depois presidentes. A rebelião contra o resultado das eleições de 1930 quando um civil tinha sido eleito foi comandada pelos militares, foi a “revolta dos tenentes” que colocou Getúlio Vargas no poder. A derrubada de Getúlio Vargas após ditadura de 15 anos foi comandada por militares que depois tiveram o seu Ministro da Guerra eleito presidente.
**Em 1964 foi um movimento militar que implantou um regime que durou até a redemocratização e todos os presidentes foram militares. A redemocratização trouxe de volta os civis ao comando da nação. O que aconteceu agora foi uma eleição democrática. Assim quando falamos em militares no poder devemos recordar nossa história e veremos que na verdade nossas instituições sempre tiveram sua presença.
**A Nova Previdência está aí para ser discutida e votada pelo Congresso Nacional. Ela é ampla. Acaba com as aposentadorias por tempo de contribuição, aumenta a idade para adquirir o benefício, corrige uma diferença enorme entre setor público e privado, atinge os setores mais privilegiados estabelecendo contribuições crescentes, etc. Militares também serão atingidos e um novo sistema de Capitalização para aposentadoria será introduzido como nova opção.
**A Nova Previdência será para todos os níveis (União, Estados e Municípios). As mudanças são universais. Agora cada um de nós vai calcular se terá prejuízo. Os direitos adquiridos permanecem. Nosso futuro está em jogo. Chegamos numa encruzilhada. As reclamações serão enormes.  Ficam num prato da balança  manter o quadro atual que é de esgotamento financeiro e desmantelamento de todos os serviços prestados pelos níveis diversos de governo. No outro prato da balança estaria  a recuperação do emprego, infraestrutura e serviços novamente funcionando e até se fala num novo “milagre econômico.”
**Ontem à noite formatura de 10 residentes em medicina no Hospital de Caridade de Ijuí. 58 médicos já conseguiram sua especialização aqui em Ijuí, com preceptores médicos voluntários. Agora ocorreu o vestibular de Medicina da Unijuí. E o setor de saúde no Brasil avançando em meio a tantas dificuldades.
**Em tempo. Mesmo no tempo dos governos militares o comando da economia sempre foi exercido por civis. Geralmente economistas renomados.

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