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Coluna David Antônio dos Santos

Publicada 26/11/2018

NÃO SOMOS INIMIGOS

“Ouço e leio gente que votou em diferentes propostas, que segue com posições e discurso inflamados como se a campanha eleitoral para executivos e legislativos federal e estadual ainda estivesse andando” (Marcelo Blume).
Desde 2013 que o cenário político brasileiro anda bem movimentado. Os ânimos foram se acirrando, ficando a flor da pele, e parecem terem tido o ápice nas eleições deste 2018.
Temos aí o resultado das urnas, candidatos eleitos ou não, precisamos seguir em frente e buscar o melhor para nosso estado e país. Enfim, somos todos humanos, focados em melhorias para a nossa convivência em sociedade, cada qual com suas crenças de como fazer isso.
Difícil é conjugar racionalidade e política, visto que esta, se alimenta das crenças e paixões que a sustentem, sob forma de ideologias. Respeito mutuo, o saber dialogar, são ideais que deveriam ser pressupostos e precondição na disputa das ideias e não antídotos dos estragos causados por discussões inconsequentes.  Os ânimos tendem a serenar com o passar dos dias, mas convém que os espíritos se desarmem desde já. 
Sabemos que a política é um jogo que não tem fim, haja vista que cada disputa eleitoral acontece sempre no rastro da que a antecedeu e desenha a que lhe sucederá. Mas o fazer político propriamente dito é uma constante, pois o cidadão eleitor é o fiscal de seus eleitos e sua vida é o objeto da atuação de quem governa.  Entre um processo e outro é esperado que o eleitor amadureça como pessoa, apure sua percepção política e se interesse por ter uma compreensão mais objetiva e ativa da administração da coisa pública.
Politizar-se em uma democracia, também é amadurecer e, portanto, lidar com o que pensa diferente sem perder o equilíbrio.
À volta a normalidade, no sentido de uma pacificação, virá com um pacto social que implica a mim, a você, a cada um de nós e, talvez, sobretudo, as autoridades constituídas e instituições, na medida em que cumpram sua função de manter o Estado democrático de direito.
Não somos inimigos, mas amigos. Não devemos ser inimigos. Ainda que paixão o obrigue, não devemos romper nossa afeição. As cordas místicas da memória reviverão ao serem tocadas, tão certo como serão pelos anjos de nossa natureza. (Abraham Lincoln)

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