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Coluna Argemiro Luís Brum

Publicada 15/08/2018

O FUTURO QUE ESTAMOS CONSTRUINDO (I)

Apoiados em uma Constituição, toda remendada, que oferece muitos privilégios e poucos deveres, uma minoria de brasileiros, encastelados em postos estatais em geral, desde o Executivo até às empresas públicas, desde a União até os menores municípios, usa o poder em seu favor, via decisões administrativas e econômicas que penalizam todos os demais milhões de cidadãos deste país. Os poucos encaminhamentos no sentido de corrigir a situação, no caso da União o Teto do Gasto Público e as Reformas Estruturais, ou não acontecem, ou são inibidos por leis anacrônicas. Assim, para tentar cumprir a chamada meta fiscal, o governo, ao invés de cortar em sua estrutura de pessoal e salarial, historicamente inchada e ineficiente, se vê impedido (e pouco interessado) em agir, sobrando a possibilidade de cortes em esferas que comprometem o futuro do país (como, aliás, já vem ocorrendo nas últimas décadas), a saber: educação; saúde e infraestrutura. A redução drástica de investimentos nestas áreas (e em outras tantas) a cada dia afunda o país no subdesenvolvimento, estimulando a população, e particularmente nossos jovens, a deixarem definisociais, já havendo data para que nem mesmo possa mantê-la. Estudos da CNI e da OCDE mostram que se uma adequada reforma previdenciária fosse, hoje, realizada no Brasil, economizaríamos R$ 1 trilhão até 2028. Com esse montante, poderíamos construir 221.600 escolas ou 40.700 hospitais, além de equipá-los e pagando melhor seus profissionais. (segue)

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