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Coluna Nilton Kasctin dos Santos

Publicada 04/12/2017

O preço do Sonho

Antes de virar megaempresário da área de calçados, o brasileiro Luiz Antônio Costa foi boia-fria. Sobre as razões de ter-se tornado um empreendedor de sucesso, explica que o segredo é jamais parar de sonhar com novos projetos, pois “a escada do sucesso não tem último degrau; está continuamente em construção”. A história de vida desse homem está no livro “De Boia-fria a Empresário Internacional”.
O sonho é o limite exato do tamanho de tudo o que podemos ser e realizar. Isso significa que jamais seremos mais do que sonhamos ser, nem teremos mais do que desejamos ter. Por isso Henry Ford criou a célebre frase: “Quer você acredite que pode ou que não pode fazer determinada coisa, você está certo”.
Potencial para crescer na vida todos temos. Mas apenas potencial não basta. É preciso sonho, que significa desejo de crescer sem parar. Entretanto, para que um sonho se realize, também é preciso ter fé (acreditar) e atitude.
De regra todas as pessoas têm sonhos. Mas a maioria delas não age no sentido de realizá-los. Porque qualquer ação visando à realização de um sonho começa por uma ruptura do nosso modo de vida, o que desencadeia consequências desconfortáveis. Por exemplo, adotar uma rotina de disciplina rigorosa, trocar a maior parte do tempo de lazer pelos estudos e projetos, abandonar hábitos e vícios. Sem contar que essa mudança de modo de vida ainda implica exposição a inveja, zombaria e até a torcida para que o sonho não dê certo.
Quem quiser provar se isso que digo é verdade, pense num grande projeto, e comece a falar sobre isso às pessoas. Rapidamente verá que sequer na família há alguém disposto a incentivá-lo. Esse é o preço do sonho. Em sua obra “Sonhos... Acredite Neles”, escreve Darkson Lira: “Sonhos de verdade, que valem a pena, custam. Brinquedos de plástico, miçangas não custam quase nada, mas jóias de verdade, ouro maciço, têm alto preço” (p. 30). 
Sabe qual é o “sonho de verdade, que vale a pena”? É exatamente aquele no qual só você acredita. É aquele que, quando contamos às pessoas, ouvimos: “você não nasceu pra isso”, “isso não é pra pobre”, “continue no teu empreguinho, que é mais garantido”, “isso é pra quem tem padrinho”.
Ludwig Van Beethoven ouviu exatamente isso de seu professor, que até lhe aconselhou a mudar de sonho, pois não teria futuro como músico.
Walt Disney foi demitido do jornal porque não tinha ideias para escrever historinhas. Depois peregrinou por 70 bancos em busca de empréstimo para realizar o sonho de construir a Disneylândia. Não conseguiu o dinheiro. Mas não parou de sonhar. 
Por causa do sonho de acabar com o apartheid, Nelson Mandela ficou preso por 27 anos. Mas o tempo de prisão, ao invés de destruir seu sonho, serviu para fortalecê-lo.
Quer ver seu sonho virar realidade? Corra riscos, pague o preço. Ninguém veio ao mundo apenas para crescer, procriar e morrer. Todos temos sonhos a realizar. Mas não espere a hora para que isso aconteça, nem espere que alguém indique a forma de buscar a realização do sonho. Arrisque, nem que isso provoque ira, zombaria ou inveja.
Winston Churchill, primeiro-ministro inglês cuja capacidade de liderança foi decisiva para a derrota do nazismo, costumava dizer: “É melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfo e glória suscitando a inveja e a ira, mesmo expondo-se à derrota, do que ficar na fila dos pobres de espírito, que não gozam muito, nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta sem conhecer vitórias nem derrotas”.

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