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Coluna David Antônio dos Santos

Publicada 28/11/2017

A RESPONSABILIDADE TEM QUE SER DIVIDIDA

Muitos empresários terceirizam a gestão financeira e os embaraços tributários para o contador.
Mas é bom saber que a omissão/terceirização não livra o empresário de responder por irregularidades, ignorar esse fato, gera mais do que problemas no caixa, pode acabar em multas e em último e pior cenário até a prisão.
Em uma estrutura de trabalho enxuta (micro e pequenas empresas) o empresário é o patrão e também o funcionário, onde as tarefas operacionais costumam ser bem mais atraentes, do que aquelas relacionadas à contabilidade.
Mas, como disse, repassar a sua responsabilidade ao contador e se omitir por completo está longe de ser a melhor opção. Quem primeiro sente os reflexos dessa postura é a própria empresa, pois o empreendedor que vira as costas para a gestão não conhece seus custos, não sabe cortar despesas e atrasa o crescimento, isso sem falar de quanto caminha para o vermelho.
Se fosse só isso, já seria ruim, mas fica ainda pior, a responsabilidade civil, tributária e penal do contador é solidária ao empresário.  Na prática, isso quer dizer que, antes de tudo é o empresário que responde por possíveis irregularidades. E não poder ser diferente, já que é ele o primeiro responsável pelas informações produzidas pela contabilidade, ou seja, o contador trabalha com aquilo que lhe é repassado pelo gestor.
Quando se fala em responsabilidade do contador, é válido primeiro lembrar do aspecto positivo, ou seja, que as ações por ele realizadas ajudam o pequeno empresário a ter uma gestão mais qualificada, tanto financeira quanto tributária.
Orientado por princípios éticos, respeito aos colegas da profissão e as leis, cabe a ele a responsabilidade de orientar seus clientes, especialmente aos pequenos empresários.
As responsabilidades do contador estão bem claras, mas nem sempre um erro seu é voluntario – pode ser resultado de um dilema: cumprir a norma ou a ordem de quem o contratou? 
Sim, somos responsáveis por erros e falhas, sejam elas motivadas por má-fé ou não.
Nas três áreas, tributária, cível e penal, o empresário é o principal responsável, sendo que no primeiro caso – tributária – o empreendedor até pode conseguir reembolso de seus custos junto a Justiça e ao Conselho Regional de Contabilidade, mas fica claro que ele não pode se ausentar da sua responsabilidade. Afinal, o negócio é seu, por que o contador seria o principal culpado por condutas irregulares?
Finalizando, empresário, assuma a sua condição de empreendedor e cuide melhor da gestão do seu negácio. Faça dessa relação um trampolim para o crescimento, forneça ao contador as informações que ele precisa para uma análise que reflita a realidade da empresa, e busque participar da sua vida financeira e tributária.

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